O fim de uma relação é muito complicado, ou pelo menos deixa-nos sempre algo em que pensar... Quando a enorme vontade de o fazer impera no momento de desfecho, só nos lembramos das coisas negativas, muitas vezes, porque é por causa delas que terminamos.
Tudo o que de bom tinha a relação, todas as construtivas lembranças que nos tornaram mais maduros, emocionalmente experientes e nos ofertaram inesquecíveis momentos de satisfação, só são relembrados mais tarde. É difícil pensar nisto na altura, entre o turbilhão emocional que se desenrola descontrolado. Hoje saio da tua vida, amanhã entro na de outro, e assim vai o mundo. A busca pela cara metade, a corrida contra o tempo, para encontrar, antes que as rugas e a incontinência nos encontrem a nós, quem nos vai completar e preencher o inevitável vazio existencial. E tudo ganha sentido, quando o pobre é recompensado pelo seu sofrimento.
2 comentários:
Porque somos egoístas por natureza e só nos lembramos de algo ou alguém quando nós precisamos. Talvez até nunca mais nos passe pela cabeça saber como ficou a outra parte envolvida, até vermos que talvez não consigamos arranjar melhor.
Em último caso eu acredito que tudo se deve a uma conjuntura. Uma ligação de elementos essenciais para que estas coisas resultem, sendo que, um desses elementos passa por cima de todos os outros, eleva-se a um estatuto fundamental e enquanto existir, justifica o inicio, mas nunca o fim de uma relação.
Never
carpe diem, someone said.. pq tudo tem um princípio, tem que ter um fim, yaaa, é terrível, porque o fim apanha-nos mesmo antes de pensarmos sequer na sua hipótese.. ok na boa, agora estou na merda, mas tenho que deixar acesa a chama da desperança, hope sweet hope que moves montanhas, mas ás vezes não levantas poeira sequer.. deixa fluir, livre, só, seja a tua frustração, o tédio, ou a melancolia de um momento que nunca mais acaba, porque só aí, quando estamos na merda existe a real certeza que um dia a moeda vira ao contrário, e bates uma esquina que te leva até aos maiores momentos de prazer, loucura, ajuste, sorrisos rargados de alma em alma, flutuantes, leves, ao vento ameno...
por isso é que eu digo: quando eu morrer façam um festão, e não parem de sorrir!
adoro-te!
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