Não estou inspirada para escrever porcaria nenhuma. A tarde conspira contra mim, pressinto-o. Deambulo à espera de qualquer coisa, neste velho e bafiento edifício que em tempos idos foi 1 hospital. Hoje, é uma universidade, escura, sombria, pacata, entediante. Qualidades de que vai ser dotada a nossa vida depois do curso...
A sala 2 era a morgue, outrora serviu de albergue a cadáveres. Nela, aprendem-se agora coisas novas que nem lembra ao diabo contar. Diabo. A inutilidade de certas cadeiras (palavra homónima) levam-nos a pensar que o diabo é o director. E nós viemos parar ao inferno. Se eu soubesse mais cedo o que sei hoje, tinha requisitado o meu cantinho no céu.
Eis que a máquina do café acorda o silêncio e eu viro-me por momentos para ela, e, estupidamente, observo-a. Desconheço o porquê desta reacção porque já a conheço bem e o propósito que serve é sempre o mesmo. Tira cafés para que os habitantes, agora vivos, consigam ultrapassar mais 1 dia de sonolência. Não é que as aulas sejam chatas, não, nao. O local de tão sombrio que é, é que não inspira à vivacidade mental. A maior parte de nós também não exige mais. Muitos não conseguem, alguns não querem, poucos são capazes. Fumo mais 1 cigarro e penso em deixar de fumar, que atraso... Mas também estou no local indicado.
2 comentários:
Não confundir o purgatório com o inferno...Além disso,segundo Dante, este tem sete níveis, pelo que, atendendo à tua vivida descrição (repito o k já te disse: esse texto está muito bom!), se fôr o inferno estarás no máximo no, digamos, 3º,4º nível :P .Beijos, te curto.
Aprendi muito
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