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Segunda-feira, Setembro 05, 2005

I speak english very fine

As discotecas sempre foram o local de engate mais eficaz. Vai tudo ao mesmo por isso não há confusões. Claro que existem excepções! Mas assim que começa a troca de olhares não restam dúvidas. Praia da Rocha, Verão escaldante, discos a abarrotar, corpos suados que se tocam, presas e caçadores. Para as estrangeiras a noite acaba cedo. Os Portugas asseguram-se que assim seja. Eles entram salivando na grande área, rodeiam a presa faminta que dança de forma sexy e olham-na desesperados "Eu eu!!Pick me!!!".

O remate tem os minutos contados. É uma questão de pouco tempo já que a escolha é ilimitada. Enquanto o fabuloso gosto da fêmea não estiver satisfeito, vão sempre chegando mais e mais futuros dejectos que substituem os avançados em campo.
Temos também seguidores do Zézé Camarote. Homens que afirmam ser os discípulos do grande mestre enrabadela que graças à sua exposição exacerbada nos meios de comunicação conduz 1 Ferrarri e vive à grande e à francesa. E para conseguir este reconhecimento nacional ele teve, não que tirar um curso, não que trabalhar, mas acolher o produto estrangeiro com esforço e dedicação. Mas isto é o que ele diz e contra a palavra de um energúmeno nao há argumentos.
Outra das peculiaridades desta praia são as estrangeiras no atendimento ao público. Já as vemos a trabalhar em bares, em bares e em bares. Why oh why?!
Também temos uma agência de jornais que só vende jornais estrangeiros, temos restaurantes com cartazes à porta que anunciam ementas apenas em inglês. São exclusivos para pessoas que têm onde cair mortas e como se sabe nós portugas não pertencemos a esse grupo.
Muitos de nós somos barrados à entrada das discotecas, mesmo estando minimamente apresentáveis. Os estrangeiros entram de qualquer forma, quer estejam de chinelos e calção rente ao clhão ou mais bem vestidos. Já vi quem não entrasse por estar de sapatilhas. O que os " Tenho que compensar a falta de cérebro com musculos" querem dizer é "Pá tu aqui no meu curral não entras, és portuga logo és teso".
Vá para fora cá dentro? Sim, percebo perfeitamente o real sentido da frase.

8 comentários:

Condutor Radioactivo disse...

É o que se chama de um regresso em grande. :)
Gostei particularmente da primeira parte do texto e é bom ver que existem pessoas que partilham algumas ideias como nós. Esperarei por novos posts. Assim sejam com esta qualidade. Beijo*

PrivateJoke disse...

HaH!Right on!É bem verdade o que dizes.Infelizmente vivemos num país que nos oferece tão pouco, para ainda nos tirarem o que é nosso por direito, para o darem a outros de fora.
Oh well...

Anónimo disse...

é o pais que temos!! exemplos como o que deste, podem ser extrapolados para diversas áreas da sociedade... é uma situação que deprime os mais sensatos, mas que não é facilmente mudada. Diria mais que é impossível de ser mudada. Por isso a melhor solução (senda da vida) reside no nosso ascender a tal estatuto que falando “inglês” ou à “político” (qualquer forma que impressione os mais ignaros) possibilitando o “cagar de alto” na cara, de tais nichos da sociedade...

Rúdi

Anónimo disse...

saudações para ti Ana!

I_will_always_seek disse...

nao tendo nada a ver para o caso, mas nao desfazendo o teu post, esta foi a unica forma que encontrei de fazer o log in. É que dada a minha parca experiencia e os meses que vão desde a minha ultima entry, ando aqui um bocado às aranhas.

Penty disse...

Boa Boa, ^^ \m/

liliana_lourenco disse...

Yeap! Eu também percebo o sentido dessa frase: “Vá para fora cá dentro!” O que eles querem dizer é: “Afinal de contas para quê ir para o estrangeiro se é bem mais rápido (mas não tanto mais económico atenção!) ir ali até ao Algarve e tal…?”
E porque não? Se levarmos o dicionário de inglês/português tanto melhor. É que é extremamente chato para o Staff dos bares, terem que estar constantemente a tentar perceber o que nós queremos dizer! Depois é só deixarmo-nos envolver pelo ambiente e se tivermos a sorte de sermos tratados como quase todos os portugueses que lá vão, ao fim de alguns dias estaremos mortinhos por voltar ao nosso País!... Espera aí… mas o Algarve ainda faz parte de Portugal... não faz?

**bmw**

Dora disse...

Muito fixe, Ana!
A última vez que fui aos Algarve ainda ouvia New Kids on the Block mas há coisas que nunca mudam!! Ehehehe