1º dia. Caguei que nem uma desalmada. Após dias a comer somente pão, a barriga bem proeminente transparecia uma gravidez avançada, mas a realidade era outra. Tomei um comprimido chamado “Doce alívio” e passadas 4 horas a caca saiu decidida, líquida como tudo em direcção ao ralo.
Tão decidida estava em sair que espichou sem pudor as bordas da sanita que agora violentada deitava merda pelos olhos. Olhos castanhos de encantos tamanhos… Durante meia hora caguei como se não houvesse amanhã, mas amanhã decerto que cagaría mais.
2ºdia. O prometido é devido. Caguei novamente como se amanhã não houvesse. A caca saiu destemida. Missão: esgoto, e o mais rapidamente possível. O meu rabo, cansado, procura em vão os idos dias de contenção. Ó prisão de ventre cessada, longe vão os dias de caca acumulada… Era desconfortável a tua merda amontoada, mas não sofria o meu rabo a tortura de dias inteiros de cagada.
3ºdia. O cocó agora teima em não sair. Cruzes credo. Parece resoluto em ficar aprisionado! De vez em quando soltam-se bufas que saem timidamente, soluçantes, e indecisas em abandonar o conforto do lar.
4ºdia. Fiz cocó e não gostei. Saiu duro. Senti dores atrozes, parecia que me estavam a rasgar a pele do ânus. Parto anal. Voltei ao anormal, directamente da anormalidade fecal.
Moral da história: Não há cocó como o primeiro.
6 comentários:
Oh God... essa assustou-me... acho que vou retirar o link que fiz no meu blog, sim?
Phoenix
(«Ah, como me rio de me ver tão belo neste espelho!»
ou »Falas bem mas não me enganas«)
O poeta é um fingidor
chega a fingir que é amor...
o amor que deveras sente
Analogia pela palma da mão
estudo-te à pele do sentido
afloramento de antologia
Repasto p’alma
psicoamálgama
mágoanálise
Má onda, tsunami
o teu nome
maremoteja
Gorgoleja borboleta
Golegã água pé
Aguardente, pezinhos de lã
Anátema temático
Tanatos macabroches
Matapadres fanático
Fusão anatómica
Funil emocional
Anacoreta servil
Corneta anormal
Clarim passim
Ampunheta letal
A Ana Ama A Alma
(Palmas)
(bis)
Amo a alma é verdade.
A alma que suporta o peso da matéria.
Sentada na sanita observo o mundo tal como devería ser...
E ergo as mãos ao céu! Oh Deus meu ajuda-me a expelir este enorme peso que carrego no ventre! E Deus ouve-me, solta-se 1 peido e o gato mia.
No início não havía nada... No fim surge o todo divino da criação.
E os meus olhos marejados de lágrimas agradecem a vida que me foi dada nem que seja para mandar de quando em vez um belo de um cocó rumo ao infinito. Para onde vai, ninguém sabe, apenas que a sua essência se vai mesclar com outras porque somos todos o mesmo, irmãos...
Cagai-vos como se não houvesse amanhã, é o que vos desejo do fundo do coração.
:) AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Opá k cena...
Que retrato tão belo e pungente desse acto de contrição que é mandar uma ganda cagada. Parabéns, Ana, por este pedaço de prosa que tanto me comoveu.
Mota
lololol cago-me a rir.
Enfim... inspiras-me.
sofia
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