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Terça-feira, Abril 21, 2009

Homens que pegam toiros

Retirado da entrevista de Teresa Soares, casada com um ex-forcado da Chamusca, autora do livro “Homens que pegam toiros” apresentado em Santarém, com comentários meus à mistura:

P: O que sente quando está nas bancadas das praças de toiros?
R: Um misto de emoções. Por um lado o medo por eles, receio que se magoem (Também estou a sentir um misto de emoções a ler esta mrd estou) ou que não consigam o objectivo deles que é pegar o toiro, sobretudo à primeira tentativa. Depois, passado esse momento, é uma alegria muito grande. (Correcção: alegria muiiiitooo grandiiiiii)

P: Como mulher que ideia tem sobre o que leva um homem a enfrentar um toiro?
R: Cheguei a perguntar aos forcados se eram burros (boa pergunta) por colocarem a sua vida em perigo na praça sem sequer ganharem dinheiro. Mas eles não conseguem responder. (Ê cá gosto e pronto) Quando comecei a estudar este mundo percebi que é uma forma dos homens mostrarem a sua virilidade, (uga, uga, buga, buga)apesar de não o assumirem. (Tá mais que assumido, aquelas collants não enganam ninguém) Muitos conhecedores da arte da tauromaquia dizem que uma das razões por que existe forcados é a mulher que está na praça a assistir. (Portanto, se toireassem na cama não haviam forcados)

P: E as mulheres gostam disso? (É o melhor que podem arranjar...)
R: Nós sentimos atracção pelo poder. O forcado é alguém que tem poder e tem a estima da comunidade em que vive. (A minha não têm) É o herói. E as mulheres gostam de estar acompanhadas de um homem que é reconhecido socialmente. (Ah, já percebi! Por isso é que as tias vão às touradas!)

P: Os grupos de forcados não têm mulheres. É uma questão de preconceito ou de força física?
R: Em alguns treinos de forcados vi algumas mulheres a fazerem pegas por brincadeira com vacas pequenas. A prática é fechada às mulheres por questões anatómicas e genéticas. O ser feminino é frágil e a nossa compleição física não se compadece com as pancadas dos toiros no peito e na zona do útero. Mas na vivência diária o mundo da forcadagem (Forcadagem? Que palavra feia) não é fechado às mulheres que têm um papel muito importante, porque são quem dá o apoio ao filho, ao marido ou namorado, quem lhes prepara a farda… (Também lhes lavam as cuecas, e que bem que elas lavam, lavadeiras dum catano)

P:A primeira vez que entrou numa praça não ficou incomodada a ver o toiro a ser picado?
R: Nasci numa aldeia e sempre vi cortar o pescoço às galinhas. (Ah, bom! Então isto não é nada) Para nós a matança sempre foi um momento de festa e não me faz confusão. (Matar: uma festa???? Frase forte para uma pessoa tão pequena) Nesta nossa nova civilização queremos tudo muito arrumadinho e parece que já não há morte. (Já ninguém pensa na morte?! Trabalho de casa: cortem o pescoço a uma galinha e festejem como se não houvesse amanhã) As pessoas não levam os filhos ao cemitério. (Não levam os filhos ao cemitério?? Mas essa gente é estúpida ou quê!!??) Parece que a morte não existe, mas ela é real. Não levam os filhos às touradas porque podem ver o sangue. (É para se ver e aplaudir, pah! Se não amanhã não vês os desenhos animados) Isto faz parte da vida. Nascer é natural e morrer também. (Lily Caneças II. Opá, por amor de Deus pensem na morte, matem e passem algum tempo no cemitério... Faz parte da vida! Juntem-se à festa. É tudo natural.)

P: Picar o toiro não é um acto bárbaro?
R: É e de certeza que dói ao toiro. (Se tem a certeza eu acredito) Se levarmos uma vacina também sentimos dor. (É uma dor semelhante?! Se nós temos que sofrer para levar uma vacina porque não podem também sofrer os toiros? É isso? Que argumento brutal!!!) Há alguns anos a medicina não era tão avançada e as pessoas para tirarem a dor daqueles que sofriam muito ou estavam às portas da morte sangravam-nos. O sair do sangue dá um alívio físico. O toiro quando entra na praça está num grande estado de agitação e quando é picado e sai o sangue ele fica num estado de acalmia. (Ah... Que caridosos... É para o acalmar... Eles afinal são boas pessoas...)

P: Os forcados também têm a imagem dos arruaceiros, que bebem uns copos, que se excedem… (Uga, uga, buga, buga)
R: Isso não é por serem forcados é porque são homens como os outros que também bebem copos. (Homem que é homem bebe copos, quer seja pedreiro ou engenheiro) Mas penso que a essência do forcado não passa por isso. Aliás há um código de valores (valores sólidos de um bom homem) em que os elementos novos que não têm princípios de educação e etiqueta têm que os aprender para se saberem comportar onde vão. (A um jantar de etiqueta, por exemplo, é preciso saber toirear a gaja do lado. E convém ler também o livro da Paula Bobone, que só mesmo por acaso é tia e também gosta de touradas)

P: Que valores são esses? (Ah... Por onde começar...)
R: A defesa da honra pessoal e colectiva, a bravura, a valentia, a força e a virilidade. Um toureiro da Chamusca dizia que para se ser toureiro era preciso andar direito e bem vestido. Um grupo de forcados é uma escola para homens. (E que bem formados que eles ficam. Mas não, não deve ser fácil para um homem andar de collants e mesmo assim parecer viril)

4 comentários:

Marco Dinis Santos disse...

A prova que toda a gente escreve livros hoje em dia...

Anónimo disse...

Ora cá está mais um bom exemplo do QI dos aficcionados. Ah se a burrice matasse... Ah, é verdade, ela mata.
Que tristeza que é ver gente tão primária e sem valores...
Os animais são nossos amigos. Não vos ensinaram isto quando eram novos?
Excelente artigo, amiga, parabéns! É bom ver que existem pessoas que pensam como eu, ainda há esperança!
João Ratão

Anónimo disse...

Acho que quem nao gosta nao leia e nao vá a corridas... Se nao percebem a arte nao a critiquem! E já agora Os forcados usam meias e nao collants e sim é preciso ter QI para compreender qualquer arte!

AnaPalma disse...

O meu QI não me permite compreender essa "arte", assim como não me permite confundir meias com calças, e a minha liberdade de expressão permite-me criticar o que bem entender.