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Terça-feira, Novembro 29, 2011

Há quem não consiga nunca ver o outro porque só se vê a si mesmo e acha que o outro é um espelho que o reflecte ou, se não o reflecte, devia reflectir.
Olhem e aceitem o outro tal como é, porque aceitarmos os outros é, na verdade, aceitarmo-nos a nós mesmos. Ver os outros tal como eles são, independentemente da nossa vontade e do nosso umbigo, é sermos ilimitados na nossa condição. E, assim, encontramo-nos com a nossa essência e com todo o nosso potencial e aceitamos o outro tal como é. Se aceitarmos que somos imperfeitos na nossa imaginária perfeição e tentarmos evoluir poderemos aí sim, um dia, talvez, ser perfeitos.

1 comentários:

Anónimo disse...

Há igualmente quem nunca consiga ver-se a si mesmo, evitando a imagem que o espelho lhe reflecte. Se não tivermos o Rei no umbigo, uma proposta criativa, uma visão original, um contributo pessoal, para que serve frequentar o mundo e o Outro? A diversidade essencial que o Outro nos oferece não deve ser vivida passivamente, mas numa eterna recondução ao fortalecimento de um eixo estruturante do mundo, a um plano prévio de partilha. O Outro só ganha para nós verdadeira consistência na medida que aceita o jogo da mediação dos nossos moldes, nos quais o queremos encaixar (a bem, claro): é essa capacidade, propriamente ilimitada, de comunhão, livre de preconceitos, na qual moldamos intencionalmente e nos deixamos moldar, que representa a verdadeira humanidade; fortes de uma identidade indelével, deixarmo-nos-emos igualmente impressionar pela matiz do outro, coraremos juntos com pinta a tela do Mundo e da Vida.
Bendito seja o fruto gerado dessa união.